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Como usar a memória a seu favor no networking

Você conheceu alguém que tem potencial para se transformar num contato fundamental para a sua carreira, mas…acabou esquecendo o nome dele ou dela?

Por mais que esse tipo de “branco” pareça bobagem, não se lembrar do nome de alguém pode atrapalhar – e muito – o sucesso do seu networking.

“O som do nosso próprio nome é a memória mais antiga que temos, associada a experiências afetivas da infância”, explica Marie-Josette Brauer, fundadora do Innovation Coaching Center. “Gravar esse dado sobre as pessoas da sua rede é básico”.

Um conselho de carreira do famoso escritor e orador norte-americano Dale Carnegie vai na mesma direção. “Lembre que o nome de uma pessoa é, para essa pessoa, o som mais doce e mais importante que existe em qualquer língua”, diz ele no best-seller “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, publicado em 1936.

Para Marie-Josette, a recomendação de Carnegie é certeira. Gravar o nome, bem como outros detalhes da vida das pessoas da sua rede, é um hábito que ajuda a aprofundar seus relacionamentos profissionais.

“Se você se lembra do nome do meu filho, da profissão da minha irmã ou da história engraçada envolvendo a minha última viagem, a sensação que tenho é a de que sou importante para você”, afirma.

Mas como se lembrar de tantas informações envolvendo a sua rede de contatos? Mais do que uma memória naturalmente poderosa, é preciso concentração e atenção a detalhes. “São capacidades raras atualmente”, observa Marie-Josette.

Para ela, a vida moderna nos transformou em seres distraídos, incapazes de nos concentrar verdadeiramente uns nos outros. “Se você não consegue estar de corpo e alma com uma pessoa fica bem difícil gravar qualquer detalhe sobre ela”, diz.

Como não esquecer?

Carla Tieppo, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, faz coro com Marie-Josette e diz que vivemos uma “crise de atenção”, provocada pelo excesso de estímulos e uso intenso da tecnologia

Mesmo assim, pondera ela, é possível treinar a memória com a aplicação de algumas técnicas simples.

Uma delas é contar para si mesmo uma história bizarra ou engraçada sobre alguém que você acabou de conhecer. “Imagine a pessoa numa situação esquisita, que faça você rir”, explica a professora. Quando uma imagem mental faz “cócegas” em você, fica mais fácil fixá-la.

Mas, se você não se sente criativo o suficiente para inventar associações inusitadas, não se preocupe. Você pode simplesmente estruturar histórias reais na sua cabeça. “Basta fazer encadeamentos entre as informações verdadeiras que você tem sobre a pessoa”, diz Carla.

Outra possibilidade é explorar a repetição, um dos principais gatilhos da memória. “Se você acabou de conhecer o Paulo, por exemplo, experimente chamá-lo várias vezes pelo nome enquanto vocês conversam”, afirma ela.

Guardou os cartões de visita do Paulo e de mais outras dez pessoas que você conheceu hoje? Tire-os da bolsa à noite e leia tudo outra vez, antes de dormir, recomenda a professora.

Isso porque, durante o sono, o cérebro revisa os dados coletados no dia e fixa apenas os mais importantes. O melhor, então, é acessar aqueles dados novamente antes que “faxina” cerebral aconteça.

A dica que prepondera sobre todas as outras, segundo Carla, é se expor o máximo possível àquilo que se deseja lembrar. “Quanto mais vezes uma informação é apresentada ao seu cérebro, mais fácil é encontrá-la nele depois”, diz a professora.

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/como-usar-a-memoria-a-seu-favor-nonetworking

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Como criar estratégias eficientes para motivar funcionários

Se você já sentiu, em algum momento, que aquelas grandes camapanhas para trabalhar motivação da equipe não funcionam muito bem com o seu time, não estranhe. Talvez não seja somente na sua empresa que essas práticas de gestão de pessoas não trazem resultados tão significativos. Essa tem sido a principal conclusão de grupos recentes que tem unido o estudo da neurociência ao ambiente corporativo.

Na percepção da neurocientista e professora da Faculdade Santa Casa de São Paulo, Carla Tieppo, isso pode ser feito de forma mais efetiva – e barata. Ela vem acompanhando a corrente de pesquisadores que procuram usar o estudo do sistema nervoso como indicador do comportamento em ambiente corporativo. Mesmo que a sua equipe seja mais ou menos homogênea, é praticamente impossível acertar uma estratégia que motive todos a dar energia total em um projeto. “É preciso ter em mente que as percepções são sempre muito relativas”, afirma Carla.

Por isso, nada melhor que conhecer de perto seus funcionários para, pelo menos, identificar quais os perfis que você tem no time. Um outro passo, na sugestão de Carla, é dividir seus colaboradores em faixas etárias na hora de pensar em práticas motivacionais. “Motivar de forma genérica é muito difícil”, afirma.

Os perfis utilizados pelos gestores de recursos humanos também pode ajudar. O importante é que os funcionários veja o esforço em compreendê-los – e em oferece-los as melhores opções para mantê-los com a energia alta.

Veja a seguir as características que norteiam três perfis etários – e seus desejos para manter a motivação.

Jovens (até os 30 anos) Menos sugestionados pela remuneração, propriamente, os jovens tendem a se sentir mais envolvidos quando o trabalho envolve uma repercussão social ou uma interferência no coletivo. “A empresa tem de estar afinada com esse raciocínio típico do jovem, se sentir engajado ao vislumbrar o impacto do seu trabalho no mundo em que vive”, diz Carla. Não raro, a falta de comunicação transparente com os jovens os leva a abandonar seus postos de trabalho ao perceber que não encontrarão essa repercussão desejada com seu trabalho. “Aí a empresa investe em formação, treinamentos e acabam não conseguindo usufruir disso nos profissionais”, diz.

Na meia idade (entre os 30 e 50 anos) Um enorme desafio dificilmente servirá como motivação para quem já alcançou alguma estabilidade na carreira. O respeito pelo trabalho e o conhecimento do valor de sua atividade para a empresa ajuda a manter a alto estima. “É preciso que ele se sinta artífice da construção da empresa”, diz Carla. No entanto, o que atrai esse público, mesmo, é a possibilidade de ganhos adicionais. “Família e projetos de vida acabam sendo mais emblemáticos nesse caso.” Para aqueles perfis de indivíduos que tem a carreira como principal foco pessoal, o reconhecimento financeiro é ainda mais importante – e exige mais critério. “Um plano de promoções bem claro é sempre algo muito importante para quem está nessa fase”, diz. “É um retorno que eles esperam da carreira.”

Maduros (acima dos 50 anos) Um bom desafio e o acréscimo de qualidade de vida são as principais moedas de troca com aquele profissional que esbanja experiência e precisa de um esforço maior para se manter estimulado. “Fundamentalmente, dá para começar a propor para ele alguma participação nos lucros ou um novo modelo de remuneração, desde que ligado aos seus desafios”, diz Carla. “Mais que isso, vale a pena beneficiar os hobbies e os exercícios em coletivo, uma vez que nessa a vida social tende a esfriar.” Para os mais velhos, sempre tem de ter desafios novos, até porque nos desafios novos ele vai mostrar o quanto ainda tem de colaborar. O desafio tem de estar relacioando ao acréscimo de qualidade de vida para ele. O que ele começa pensar? O que ele leva para a aposentadoria, para a velhice, para os netos. Fundamentalmente começar a propor a ele alguma participação nos lucros, uma nova remuneraão. Pensar em bônus ligados à metas.

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5 motivos para procrastinar – e como cortá-los pela raiz

O Facebook, o WhatsApp ou o colega tagarela da mesa ao lado podem até ser vilões da boa administração do tempo, mas não o principal motivo para que, todos os dias, milhares (senão, bilhões) de pessoas decidam procrastinar.

Na base do hábito de deixar a vida para depois estão características fundamentais da condição de ser humano e outras questões internas condicionadas pela formação de cada um.

“Procrastinar é próprio da espécie. Se há uma situação em que posso adiantar o instinto de descansar, comer e estar limpo, eu vou fazer”, afirma Luiz Fernando Garcia, psicólogo e autor do livro “O cérebro de alta performance”.

O impulso para se manter vivo não é a única razão para prorrogar. Segundo o especialista, em maior ou menor grau, todos são movidos (ou tolhidos) por três grupos de motivações internas: o medo de ser preterido e humilhado, de perder o status quo ou o medo de perder o controle.

Ficou muito abstrato para entender? Veja alguns desdobramentos desta combinação que conduzem mortais à procrastinação.

Motivo 1 – As metas são vazias de sentido. Sem metas claras, ninguém vai para frente. O mesmo acontece quando o objetivo em questão não faz qualquer sentido para você. “Se você não valoriza a mudança, ação, comportamento ou meta, sempre vai encontrar uma desculpa para não fazer aquilo”, diz Andrea Piscitelli, professora da FIA e consultora de estratégia humana. Um exemplo claro é o objetivo de ir à academia. Quantas vezes você já não ouviu relatos de pessoas que pagaram anos inteiros e sempre procrastinaram o compromisso? Provavelmente, para muitas delas, a meta de se exercitar era fruto de alguma pressão externa – não uma ideia que compraram de fato.

Motivo 2 – Falta habilidade técnica. Já se rendeu à timeline do Facebook e deixou uma tarefa para depois só porque ela era mais difícil? Se a resposta é sim, você não é o único. Diante de atividades com uma complexidade superior ao nosso alcance imediato, é comum que se prorrogue ao máximo o momento de executá-las.

Motivo 3 – A zona de conforto é boa demais para deixá-la. Deixar uma posição conhecida (e confortável) para migrar para um espaço onde os passos ainda são incertos pode assustar – e paralisar. Nesta toada, decisões são adiadas, conflitos varridos para debaixo do tapete e nada é mudado.

Motivo 4 – O reservatório de energia está seco. Saco vazio não para em pé, já dizia a sua avó. Mas não só. Sem energia (conquistada por meio de uma boa alimentação e boas noites de sono), é quase impossível tocar com afinco todas as atividades da agenda.

Motivo 5 – Seu cérebro caça recompensas. “Como em qualquer vício, nosso sistema nervoso elege comportamentos que vão nos levar à obtenção de recompensas imediatas”, afirma Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e pesquisadora na área de neurociências.

Como resultado disso, deixamos para depois o que não é tão prazeroso em nome daquilo que traz prazer – seja conversar, ver a vida dos outros no Facebook ou ceder a um filme quando se tem um projeto para desenvolver.

Como mudar – “Todo comportamento difícil requer uma atitude virtuosa”, diz a pesquisadora. A seguir, veja uma seleção de dicas virtuosas para diminuir o ímpeto da procrastinação.

Estratégia 1

Listas com o verbo certo Antes de qualquer coisa, aprenda a fazer listas de tarefas do jeito certo. E isso começa, segundo Garcia, usando a forma nominal correta do verbo. “Ao usar o verbo de ação no infinitivo, você localiza um alvo, cria uma imagem, um desejo de concluir”, afirma. Feito isso, descreva, item por item, as ações que você deve concluir para alcançar aquela tarefa.

Estratégia 2

Ciclo de recompensas Outro meio para diminuir os índices de procrastinação é criar um sistema de recompensas para cada ação da sua agenda. “Você precisa dar a si mesmo algumas recompensas imediatas, porque ninguém é de ferro, mas também pontuar as tardias”, diz Carla. Agora, atenção: estes, digamos, “prêmios” devem vir de você mesmo. Ou seja, as recompensas não podem estar ligadas a sistemas externos. Afinal, o mundo muda – e os sistemas de premiação também – e elas podem não se concretizar.

Estratégia 3

Hora da culpa Reserve na agenda um momento para revisar seu progresso ao longo da semana. “Quando tocar o alarme, mapeie quais as atividades que você está procrastinando”, diz a neurocientista. Com isso em mente, monte um plano de ação para tirá-las do papel.

Estratégia 4 Rede de comprometimento Uma estratégia matadora para diminuir a tentação de procrastinar é se comprometer com outras pessoas. “Quando só eu sei, é mais fácil arrumar uma desculpa. Se eu contei para alguém, eu reduzo a tendência de me sabotar”, afirma Andrea. Estratégia 5 Disciplina Por fim, ter disciplina é fundamental. “Não há outro jeito para lidar com esta crescente demanda que não seja com disciplina”, diz Carla

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4 dicas da neurociência para melhorar a sua concentração

É injusto culpar apenas a tecnologia, o bode expiatório mais comum para justificar a distração. Usados com bom senso, recursos como apps e softwares podem ser grandes aliados para a produtividade. O problema está no mau uso desses dispositivos, de acordo com Carla Tieppo, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. A neurocientista afirma que as pessoas desenvolveram uma relação de dependência com a tecnologia. “É prazeroso checar as redes sociais ou trocar mensagens pessoais pelo smartphone”, diz ela. “Para muita gente, esse hábito se tornou irresistível, como um vício”. As distrações, no entanto, causam um enorme prejuízo de tempo e energia. A cada interrupção, demoramos cerca de 23 minutos para voltar à nossa tarefa original, segundo uma especialista ouvida pelo Wall Street Journal. Como então manter o foco? Não há solução mágica. Segundo Carla, as distrações só são vencidas pelo esforço e pela autodisciplina. “É preciso se policiar diariamente”, afirma ela. Mesmo assim, a neurociência traz algumas orientações fáceis de implementar que podem ajudar os mais dispersos. Confira a seguir: 1. Divida sua jornada de trabalho em fatias Segundo Carla, o cérebro humano consegue se fixar num único objeto durante 50 ou 60 minutos. Depois desse período, a atenção inevitavelmente se esvai. A dica é trabalhar ininterruptamente durante esse bloco temporal, e então fazer um intervalo de cinco a 10 minutos para checar mensagens do celular, acessar redes sociais ou levantar para tomar um café. “A pausa ajuda a descansar as áreas ativas no cérebro até então”, explica a professora. Após esse breve período de relaxamento, você estará pronto para outra sessão de trabalho. 2. Mantenha-se bem alimentado durante todo o dia Trabalhar em jejum não é uma boa ideia para quem busca concentração. Isso porque o sitema atencional requer uma grande quantidade de energia, segundo a neurocientista. Durante a jornada de trabalho, é aconselhável ter sempre algo no estômago: tanto para que haja força suficiente no organismo para manter o foco, quanto para que o cérebro não se distraia com a fome. Não é necessário ingerir grandes quantidades de alimento. Segundo Carla, basta uma barrinha de cereais ou um suco entre as principais refeições do dia. 3. Ouça música (que você já conheça) Fones de ouvido podem ser um recurso excelente para manter o foco. Além de reduzir o ruído ambiente, ouvir música pode trazer bem-estar.“Não é bom escolher um repertório ‘deprê’, o ideal é que ele seja leve e prazeroso”, diz Carla. É importante que você não se envolva demais com a trilha sonora, apenas relaxe com ela. Por isso, a neurocientista recomenda escolher um repertório que você já conhece. Uma música nova exige mais atenção do cérebro, até para ele decidir se gosta dela ou não, por exemplo. Uma sugestão é montar playlists com duração de 50 a 60 minutos, já que esse é o tempo máximo em que conseguimos prestar atenção ininterrupta. “Quando a música acabar, você já saberá que é hora de fazer a pausa”, diz ela. 4. Elimine a bagunça e o desconforto De acordo com Carla, mesas de trabalho caóticas são “horríveis para o cérebro”. Isso porque o sistema nervoso tende a se espelhar no ambiente externo. “Se não há lógica do lado de fora, fica difícil se organizar internamente”, afirma. É verdade que o caos pode ser um grande aliado na busca por criatividade e inovação. Mas, se o seu objetivo é terminar uma tarefa, é melhor manter a sua escrivaninha limpa e organizada. A falta de cuidado com a ergonomia também pode gerar distrações. “A sua postura de trabalho deve ser correta e confortável, para que o seu cérebro não se concentre mais no cansaço do corpo do que no trabalho”, recomenda a professora.

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